#Factuais

Estados da Amazônia Legal concentram quase dois mil focos de calor em julho

Mato Grosso, Tocantins e Maranhão lideram em 2021 os indicadores relacionados a focos de calor ativos identificados por satélites (Christian Braga/Greenpeace)

Iury Lima – Da Revista Cenarium

VILHENA (RO) –  Os primeiros 11 dias do mês de julho foram marcados por dados alarmantes do Monitoramento de Focos Ativos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que, por meio de imagens de satélite, detecta focos de calor – que podem ou não indicar a existência de queimadas e incêndios florestais -, espalhados pelos seis biomas brasileiros. Dos dias 1º a 11 deste mês, os Estados da Amazônia Legal, juntos, concentraram 1.854 focos ativos identificados, com destaque para Mato Grosso.

Com 573 pontos de calor ao longo destas duas últimas semanas, o Estado é o campeão da lista de unidades da Federação inseridas na Amazônia, que mais acumulam focos e que registram, até agora, quantidade quase idêntica à observada no mesmo período do ano passado. Logo em seguida, ocupando a vice-liderança, figuram Tocantins e Maranhão. 

Julho mais quente

Mato Grosso, Tocantins e Maranhão lideram em 2021 os indicadores relacionados a focos de calor ativos, identificados por satélites. No ano passado, todos os Estados da Amazônia Legal concentraram 2.010 focos de calor durante o mesmo período de julho, enquanto que neste ano, a mesma altura, já foram encontrados 1.854 pontos.

Por outro lado, nem sempre um foco de calor significa a identificação de uma queimada ou de um incêndio florestal, pois o termo se refere a qualquer temperatura mais elevada que 47 ºC registrada na região monitorada.

Veja o ranking de focos de calor entre os Estados da Amazônia Legal/ Jul-2021

PosiçãoEstadoJulho de 2020Julho de 2021
Mato Grosso575573
Tocantins526425
Maranhão468280
Rondônia56198
Pará297174
Amazonas 44129
Acre4175
Roraima30
Amapá00

Os focos de calor vêm aumentando mês a mês em Mato Grosso e de  janeiro até agora, já foram mapeados, por satélites, 6.113 pontos com temperatura acima de 47º C. Só no primeiro semestre deste ano, foram 5.540, já  em todo o ano de 2020, o Estado teve 47.708.

Os focos também aparecem mais expressivos em intervalos menores, pois apenas nos primeiros 11 dias do mês de julho deste ano, por pouquíssima diferença, Mato Grosso não empatou com a quantidade identificada no Estado no mesmo período de 2020, quando foram 575 registros.

Naquele ano, julho terminou com o total de 2.429 focos detectados em solo mato-grossense, perdendo apenas  para o Estado do Pará, que liderou o ranking de focos de calor no mesmo mês, com 2.687 pontos identificados. 

Evolução de registro de focos de calor/MT – 2021

  • Janeiro: 479;
  • Fevereiro: 578;
  • Março: 518;
  • Abril: 631;
  • Maio: 1.149;
  • Junho: 2.185
  • Julho (até dia 11): 573

Demais Estados

Já agora, em 2021, na vice-liderança aparecem Tocantins, que já acumula 425 focos de calor e o Maranhão, com 280 registros até o último domingo, 11.

Na quarta posição, Rondônia saltou de 56 pontos detectados nos primeiros dias do mês, em 2020, para 198 em igual período deste ano. Amazonas é o quinto Estado a registrar mais focos de calor, com total de 129 até o último domingo, dia 11,  quando foram só 44 no período equivalente do anterior. Acre, com 75, ocupa a sétima posição, enquanto Roraima e Amapá empatam na oitava, sem nenhum foco registrado em julho até o momento. 



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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais. Há 15 anos na profissão, atua no Jornalismo de Dados e em Reportagens Investigativas. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings – Bandidos na TV da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)