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Sem municípios da Amazônia, pesquisa elege melhores cidades do mundo para viajar

Em primeiro plano, o 'Homem Urbano', de Tec; no fundo, a obra 'Pindorama', de Rimon (Eduardo Knapp/Folhapress)
Bruno Pacheco – Da Cenarium

MANAUS – A revista global de mídia “Time Out” divulgou, nesta sexta-feira, 10, as melhores cidades do mundo para se viajar. Sem municípios da Amazônia, o estudo tem apenas São Paulo, na 31ª posição, como representante do Brasil entre as 37 cidades citadas. Para especialistas, se por um lado o levantamento mostra o potencial turístico da capital paulista de forma global, por outro, alerta como as cidades têm sido mal vistas por profissionais do turismo de fora do País.

San Francisco, nos Estados Unidos, Amsterdã, na Holanda, e Manchester, na Inglaterra, foram eleitas as três melhores cidades do mundo para se viajar. A pesquisa levou em conta temas como sustentabilidade, adaptação durante a pandemia, espaços verdes, projetos comunitários e arte. São Paulo aparece na lista, principalmente, por conta dos grafites e espaços de exibições artísticas.

“Muitos dos museus da cidade estão abertos novamente, exibindo brasileiros promissores, enquanto espaços ainda menores como a Lona Galeria estão adotando opções digitais como suplementos para suas exposições”, informou a pesquisa. Segundo a revista, a lista foi elaborada com base nas respostas de todas as categorias da pesquisa, junto com as percepções dos editores e especialistas da Time Out em todo o mundo.

Surpresa

Para o turismólogo Tiago Lopes, a lista mostra o potencial turístico de São Paulo para o mundo, mas é uma surpresa que a cidade do Rio de Janeiro não esteja entre as indicadas. Na avaliação dele, os espaços verdes, projetos comunitários e trabalhos de artistas foram fundamentais para a capital paulista ser escolhida.

“É uma cidade com mais de 12 milhões de pessoas. Na pandemia, soube se reinventar sim. Temos espaços verdes, mesmo que muitos criados. Existem projetos comunitários, a arte daqui, com certeza é o ponto forte. O grafite daqui também. Os artistas, grafiteiros brasileiros são renomados internacionalmente, como o [Eduardo] Kobra, que estoura no mundo inteiro”, comentou.

O levantamento, apesar de falar sobre sustentabilidade, espaços verdes, projetos comunitários e arte, não indicou nenhuma cidade da Amazônia para integrar a lista. A falta de gestão na organização de espaços, falta de oferta de opções de lazer e de lugares de recreação são algumas das causas que fizeram os municípios da região não serem eleitos.

Mudanças

“Infelizmente, as cidades amazônicas ainda sofrem de muitos males de gestão ruim na organização do espaço, na gestão de serviços e ainda na oferta de opções de lazer e atividades diversas de recreação, tanto para a população residente quanto para turistas”, comentou o especialista.

Para Durigan, contudo, num universo de 37 cidades, ter apenas um município brasileiro é negativo. “Num universo de 37 cidades, ter apenas uma cidade brasileira e ainda mal posicionada, é negativo, pois mostra como as cidades têm sido vistas por profissionais do turismo de fora do País”, ponderou.

Veja a lista das melhores cidades para se viajar, segundo a Time Out:

  1. San Francisco (EUA)
  2. Amsterdã (Holanda)
  3. Manchester (Inglaterra)
  4. Copenhagen (Dinamarca)
  5. Nova York (EUA)
  6. Montreal (Canadá)
  7. Praga (República Checa)
  8. Tel Aviv (Israel)
  9. Porto (Portugal)
  10. Tóquio (Japão)
  11. Los Angeles (EUA)
  12. Chicago (EUA)
  13. Londres (Inglaterra)
  14. Barcelona (Espanha)
  15. Melbourne (Austrália)
  16. Sydney (Austrália)
  17. Shanghai (China)
  18. Madrid (Espanha)
  19. Cidade do México (México)
  20. Hong Kong (China)
  21. Lisboa (Portugal)
  22. Boston (EUA)
  23. Milão (Itália)
  24. Singapura (cidade-estado)
  25. Miami (EUA)
  26. Dubai (Emirados Árabes)
  27. Pequim (China)
  28. Paris (França)
  29. Budapeste (Hungria)
  30. Abu Dhabi (Emirados Árabes)
  31. São Paulo (Brasil)
  32. Joanesburgo (África do Sul)
  33. Roma (Itália)
  34. Moscou (Rússia)
  35. Buenos Aires (Argentina)
  36. Istambul (Turquia)
  37. Bangkok (Tailândia)


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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais e, atualmente, é diretora executiva da Agência e Revista Cenarium. Há 16 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)