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Na Cúpula das Américas, Bolsonaro lembra de desaparecidos na Amazônia e pede a ‘Deus para que sejam encontrados’

Jair Bolsonaro discursando no evento nos EUA (Reprodução)

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS — Em discurso de menos de dez minutos, na 9ª Cúpula das Américas, em Los Angeles (EUA), nesta sexta-feira, 10, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez rápido comentário sobre o caso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, que estão desaparecidos desde domingo, 5, na região do Vale do Javari, Terra Indígena no Amazonas com maior número de povos isolados do mundo. Segundo Bolsonaro, o governo federal fez uma busca incansável para localizá-los.

“Desde o primeiro momento, naquele mesmo domingo, as nossas Forças Armadas e Polícia Federal têm se destacado na busca incansável da localização dessas pessoas. Pedimos a Deus que sejam encontramos com vida”, declarou o presidente, na sessão plenária.

No discurso, Bolsonaro também falou sobre o combate ao desmatamento e disse que o código florestal brasileiro deve servir de exemplo para outros países. Segundo o presidente, o País é responsável pela emissão de menos de 3% de carbono do planeta e, para a proteção da floresta, o governo federal reforçou o combate ao desmatamento e estabeleceu a Operação “Guardiões do Bioma” na Amazônia.

Além disso, em referência aos embates de bolsonaristas com o Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro declarou que, atualmente, vê no Brasil um ataque claro às liberdades individuais, por opinar de forma diferente.

O presidente também defendeu o potencial agrícola do Brasil e afirmou que não é preciso da Amazônia para expandir o agronegócio. De acordo com Bolsonaro, o País garante segurança alimentar para 1/6 da população mundial e, sem o segmento em território brasileiro, o mundo passaria fome.

“O Brasil não apenas evitou uma crise alimentar ao garantir acesso a fertilizantes, mas também desempenhou um papel de liderança na busca de soluções internacionais em favor da segurança alimentar. Somos um dos países que mais preservam o meio ambiente e suas florestas. Temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo. Mesmo preservando 66% de nossa vegetação nativa e usando apenas 27% do nosso território para pecuária e agricultura, somos uma potência agrícola sustentável. Não necessitamos da região amazônica para expandir nosso agronegócio. Somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta, abrigando a maior biodiversidade do planeta”.

A cúpula

O evento começou na segunda-feira, 6, reunindo líderes e chefes de Estado das Américas. A programação contou conta com discursos de presidentes e de representantes dos países do continente. A Cúpula das Américas, no entanto, não conta com Cuba, Nicarágua e Venezuela. México decidiu não participar.

Nessa quinta-feira, 9, Bolsonaro se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e tem dois encontros bilaterais previstos para esta sexta-feira, 10, com o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, e com o presidente do Equador, Guillermo Lasso.



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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais e, atualmente, é diretora executiva da Agência e Revista Cenarium. Há 16 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)