#Factuais

Jornalismo que forma consciência

“O jornalista medíocre informa por informar; o autêntico jornalista informa para formar”, a frase descrita na obra “Iniciação à filosofia do jornalismo”, de Luiz Beltrão de Andrade Lima (1918 – 1986), para referenciar Alceu Amoroso Lima (1893 – 1983), o “Tristão de Ataíde”, reflete o cerne da REVISTA CENARIUM ao ser recriada há exatamente dois anos. 

Abril traz consigo duas datas significativas para a CENARIUM: dia 15, data do ingresso da revista na internet e 19 de abril, dia da conscientização dos Direitos dos Povos Indígenas, antes chamado “Dia do Índio”, termo que passou a ser questionado pelas lideranças dos povos após a histórica estigmatização social da nomenclatura e por omitir a diversidade dos povos em suas identidades, línguas e religiões.   

Concebida, essencialmente, para debater as relações étnico-raciais no Brasil e o protagonismo dos povos originários e tradicionais da região amazônica, a CENARIUM trabalha para levar ao leitor muito mais que a notícia puramente informativa.

Não há mais tempo e espaço para cidadãos que vivem à margem dos debates sociopolíticos e socioeconômicos. O resultado da falta de atuação social mais altiva se reflete no atual cenário financeiro que retirou o poder de compra de trabalhadores assalariados e vem gerando perdas de direitos, mesmo sem legalização, dos povos da Amazônia.

Prova disso está na atuação criminosa de garimpeiros ilegais em Roraima que, nos últimos dois anos, vem promovendo um verdadeiro genocídio na Terra Indígena Yanomami com a permissão velada da Fundação Nacional do Índio (Funai), instituição que passou a proteger qualquer coisa, menos os povos indígenas.

A perda de direitos também está nos ataques proferidos à Zona Franca de Manaus (ZFM), modelo econômico que ajuda a manter mais de 90% das florestas do Amazonas preservadas. 

Em meio aos ataques à Amazônia, é necessário a formação de uma sociedade com uma consciência despida de ideologias e vestida de identidade, mudança que só pode ocorrer a partir da atuação direta de uma imprensa comprometida com a responsabilidade de conscientizar e formar cidadãos.



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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais e, atualmente, é diretora executiva da Agência e Revista Cenarium. Há 16 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)