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Em Manaus, coletivos se unem para realizar feira e reverter lucro ao combate da precariedade menstrual

O evento será das 10h às 17h, na Casa Florescer e Iaja, no Centro de Manaus (Reprodução/Internet)

Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – O coletivo feminista “As Amazonas, em parceria com o “Projeto Rebbu” vai realizar neste sábado, 21, uma feira com o intuito de reverter todo o lucro obtido para auxiliar no combate à pobreza menstrual na capital. O evento será das 10h às 17h, na Casa Florescer e Iaja, localizada na Rua Frei José dos Inocentes, n° 237, Centro Histórico de Manaus.

De acordo com uma das organizadoras, Ana Vitória, embora já tenham sido realizadas outras ações para ajudar no combate à precariedade menstrual, esta é a primeira feira com foco totalmente voltado para a pauta. A programação, chamada de “Feira Dandaras” reunirá brechós, barracas de guloseimas, alimentos veganos, drinks e show com dj.

“Ainda estamos com vagas abertas aos que desejarem aproveitar a feira para divulgar o próprio negócio. Não estamos cobrando inscrição, apenas pedimos uma colaboração no final do evento. A pessoa traz seu material, sua mesinha e, ajuda a divulgar a feira também. Lembrando que o “Projeto Rebbu” (organização de impacto social que realiza projetos de diversidade e inovação social) está com a gente nessa atividade, afirma Ana Vitória.

O intuito é promover a dignidade menstrual (Reprodução/Internet)

Cunhã Nhengue

De acordo com Ana, o coletivo “As Amazonas” ajuda, todos os meses, uma média de 40 a 60 mulheres com o projeto intitulado Cunhã Nhengue (Cunhã, de menina mulher, e Nhengue, de sangue na língua tupi) que tem como principal objetivo promover a dignidade menstrual.

“No próximo dia 28 será celebrado o Dia Internacional da Dignidade Menstrual e surgiu a ideia de fazer uma ação um pouco maior em relação à temática. Não tínhamos nada no caixa e, então, surgiu a ideia de fazer a feira. Vai dar certo“, conta Ana que também é coordenadora do coletivo.

As Amazonas” é uma Organização Não Governamental, que desenvolve, desde 2020, atividades com foco na emancipação, empoderamento feminino e políticas públicas. Além disso, as ações do coletivo também são voltadas para o diálogo com as mulheres sobre políticas e assistência social, saúde, segurança, autocuidado e geração de renda.

A iniciativa conta com a participação de 20 mulheres. Dentre elas, professoras, advogadas, mães, enfermeiras, psicólogas e estudantes. “Visamos o bem-estar social, a qualidade de vida, a compreensão crítica e social sobre o seu território, corpo e o papel da mulher na sociedade. Aqui, todas se ajudam e tentam ajudar como podem durante as ações“.

Além da Cunhã Nhengue, a organização também desenvolve os projetos Beleza Delas” (no qual as integrantes vão em bairros e áreas onde mulheres não têm condições de cuidar da beleza e praticar a autoestima) e o “Projeto Te toca, cunhã”, voltado para conscientizar meninas sobre cuidados voltados à saúde.



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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais e, atualmente, é diretora executiva da Agência e Revista Cenarium. Há 16 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)