Paula Litaiff

Associação realiza 4° Encontro das Mulheres Negras e Latino-Americanas do Quilombo em Manaus

A data escolhida é em alusão ao "Dia Internacional da Mulher Negra, Caribenha e Latino-Americana" (Reprodução/Divulgação)

Ingred Maeve – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Associação Crioulas do Quilombo Urbano do Barranco de São Benedito, em Manaus, vão realizar o 4° Encontro das Mulheres Negras e Latino-americanas do Quilombo. O evento gratuito será realizado no dia 23 de julho, no Barranco de São Benedito, às 8h30, bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus. A data escolhida é em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra, Caribenha e Latino-Americana”.

Produtora cultural da comunidade e uma das organizadoras do evento, Rafaela Fonseca ressalta sobre a relevância da programação que visa compartilhar vivências de mulheres no período pandêmico. “Todos estão convidados a participar. Será uma grande roda de conversa, com participação de mulheres negras e indígenas que vão apresentar suas próprias narrativas do que passaram na pandemia, o trabalho que desempenharam para suas sobrevivências e proteção da família”, comenta a quilombola.

Pós-pandemia

Após dois anos sem realizar a programação de forma presencial, Rafaela fala sobre resistência, cuidados com saúde e, até mesmo, gratidão por sobreviver em meio a tantas perdas de familiares e amigos causadas pela Covid-19.

“Nossa fala precisa ser escutada e é necessário mostrar que apesar dos anos de isolamento, devido à pandemia, não paramos e seguimos com nossa resistência, sobrevivendo, e gratos por continuarmos aqui quando tantos outros se foram. Não podemos esquecer de completar o ciclo vacinal e reforçar que ainda é preciso cuidado para não perdermos mais pessoas para essa doença”, alerta a produtora.

Por questões de segurança, o debate vai seguir as normas estabelecidas pela Vigilância em Saúde e os interessados devem usar máscaras de proteção, além de apresentarem o comprovante da vacina contra a Covid-19.

Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Há 29 anos, em 25 de julho de 1992, foi instituído o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A data surgiu durante o 1° Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, na República Dominicana.

O combate ao racismo, machismo e às opressões de raça e gênero, além propor a capacitação e mobilizar mulheres negras sobre o tema é o principal intuito da data.

Sobre o Quilombo

Localizado na Avenida Japurá, 1.567, o quilombo urbano Barranco de São Benedito foi fundado há mais de um século por famílias remanescentes de escravos vindos do Maranhão. A comunidade segue resistindo e agregando sua cultura ao bairro Praça 14 durante todos esses anos.

Em 2014, a Fundação Cultura Palmares concedeu o certificado de autodefinição de Quilombo, tornando o Barranco de São Benedito o segundo Quilombo urbano do Brasil.

A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.


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Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

O SITE

O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)