Paula Litaiff

Uma sociedade construtivista na Amazônia

Primeira infância: fase decisiva que influencia a independência na idade adulta (Assessoria)

Boa Vista/RR — O maior desafio de todo gestor público é promover políticas que desenvolvam uma sociedade autônoma e, segundo registros científicos, isso só é possível a partir do trato correto com a primeira fase de vida do ser humano, usando métodos que vão além do “decorativo” e seguem correntes como a “construtivista” de Jean Piaget (1896 – 1989).

Piaget foi revolucionário de sua época na análise da construção do conhecimento e defendia que as experiências da infância eram essenciais para o desenvolvimento do conhecimento. Antes dele, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) demonstrou, em sua obra “Emílio”, que para a sociedade ter um adulto capaz é preciso que “sua” criança seja tratada como tal e com liberdade  para a melhor obtenção do conhecimento.

Pesquisas em áreas das ciências, como neurociência, psicologia do desenvolvimento e sobre os impactos de políticas públicas voltadas para a infância, apontam que o período de maiores possibilidades para a formação das competências humanas ocorre entre a gestação e os seis anos.

Em pesquisas da REVISTA CENARIUM nas histórias das gestões administrativas da Amazônia, a capital do Estado de Roraima, Boa Vista, foi a primeira em que um gestor passou a priorizar o que os grandes pensadores e cientistas defendem há mais de 300 anos. Esse processo se deu nos cinco governos municipais de Teresa Surita, turismóloga e gestora.

O resultado da administração psicopedagógica de Surita rendeu, pela primeira vez, a uma capital do Norte, Boa Vista, o Selo Unicef – certificado do Fundo das Nações Unidas para a Infância, que reconheceu avanços reais e positivos na promoção, realização e garantia dos direitos de crianças e adolescentes por meio do projeto “Família que acolhe”.

Para se ter uma ideia da importância da primeira infância para Surita, o principal ponto turístico de Roraima e um dos mais conhecidos da Amazônia, o Parque do Rio Branco, foi planejado com base na técnica arquitetônica europeia para atender ao desenvolvimento psicomotor de crianças até os 6 anos.

Diante do exemplo de Boa Vista, a REVISTA CENARIUM decidiu fazer um especial sobre a importância de uma administração estratégica com foco no ser humano e seus reflexos para uma sociedade, que após um processo construtivista, possa ser independente no pensar e no agir.

Capa da Revista Cenarium de Maio/2022

Acesse a revista completa aqui:
https://revistacenarium.com.br/revista/revista-cenarium-maio-2022/

Teresa Surita, ex-prefeita de Boa Visa (RR), idealizou o projeto “Família que Acolhe” (Assessoria)
A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.


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Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)