Paula Litaiff

Túlio Gadêlha diz que ascensão da ‘nova esquerda’ depende da derrota do ‘bolsonarismo’

Da Revista Cenarium

MANAUS – “É hora de deixar as diferenças de lado e olhar o que, de fato, nos une”. A declaração é do deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE), um dos fundadores do recém-lançado movimento “Nós Acreditamos”, que discute a transição da democracia representativa para a participativa.

Segundo Gadêlha, o movimento vem na esteira dos demais, tanto à esquerda como à direita, que se classificam como apartidários e querem discutir novas formas de se fazer política.https://ef57bcbf8c4475025f0472b9b60afe9e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Na rede social Twitter, o parlamentar contextualiza os pontos de convergência entre projetos políticos necessários para o futuro do País. Neste viés de pensamento ideológico, Gadêlha menciona a petista Marília Arraes, candidata à Prefeitura de Recife, como parte do projeto de ascensão da ‘nova esquerda’ no Brasil.

Na mesmo trilho, segue Guilherme Boulos (Psol), postulante à Prefeitura de São Paulo, com o apoio de Lula e o pedetista Ciro Gomes. De mãos dadas no apoio aos candidatos as prefeituras de Recife e São Paulo, o elo partidário entre PT e PTD também é externado à Fortaleza, com o suporte ao pedetista José Sarto.  

“Estamos avançando nessa direção, o PT e PDT são aliados de primeira hora e alguns estados. Em Pernambuco, eu e Marília temos muita esperança no futuro que virá. Porque a única forma de vencer o bolsonarismo é unindo o campo progressista no Brasil”, comentou Túlio Gadêlha.

Graduado em Direito, Túlio é professor de geografia política e atualidades em um cursinho social vinculado à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e vice-presidente da Fundação Alberto Pasqualini, de estudos sociais e econômicos do PDT, partido ao qual é filiado desde 2007.

Foi candidato a vereador em 2012 e a deputado federal em 2014. Apesar do currículo, ele sabe que seu nome ganhou projeção nacional somente depois que começou a namorar a apresentadora global Fátima Bernardes. “Eu tenho essa compreensão”, diz.

Esquerdão

O diretor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Calmon, traça um cenário que se desenvolve na formação de dois grandes blocos partidários. Um Centrão que, na visão do especialista, deveria ser chamado de “Direitão”, pela aderência às pautas bolsonaristas ou, se a dança entre PT e PDT terminar em namoro, de “Esquerdão”.

Aproximação das legendas

A aproximação entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) é vista, entre parlamentares de esquerda e especialistas, como um importante passo para preparar o terreno da oposição para os próximos anos. Mas, representa, por outro lado, apenas um pequeno passo na unificação das legendas. A verdade é que há muito o que caminhar, e o futuro desse relacionamento permanece incerto.

A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.


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Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

O SITE

O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)