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Operação Tamoiotatá é lançada para combater desmatamento e queimadas no Sul do Amazonas

A região é conhecida por fazer parte do arco de desmatamento. (Felipe Weneck/Reprodução)

Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) divulgou, nesta segunda-feira, 29, o início, a partir de 1º de abril, da Operação Integrada, denominada Tamoiotatá, para combater o desmatamento ilegal e as queimadas não autorizadas em 2021 no sul do Amazonas. A região é conhecida por fazer parte do arco de desmatamento em que a destruição da floresta se concentra historicamente. Em 2020, 72% do desmatamento ocorrido no Estado ocorreu nessa área.

O arco do desmatamento é um território que vai do oeste do Maranhão e sul do Pará em direção a oeste, passando por Mato Grosso, Rondônia e Acre. As rodovias Belém-Brasília e Cuiabá-Porto Velho iniciaram o desenho desse arco a partir da década de 1960. A região concentra aproximadamente 75% do desmatamento da Amazônia.

Por meio de uma live nas redes sociais, o secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, detalhou as ações na região de maior pressão ambiental do Estado e tem como alvo quatro objetivos.

“O primeiro é ampliar a presença do Estado na mesorregião Sul do Amazonas com bases operacionais. Em 2021, nos municípios de Apuí e Humaitá. O segundo, promover ações de regularização ambiental, auxiliando os processos de Cadastro (CAR) e implementação do Prad. Em seguida, reduzir as ocorrências de desmatamentos e queimadas ilegais, com a formação de 100 brigadistas, prevista para o mês de maio e por último, melhorar a comunicação com a sociedade, com a criação de uma campanha de comunicação para a conscientização da população”, detalhou Taveira.

A região sul do Amazonas concentra 72% do desmatamento e queimadas. Entre os municípios alvo da operação estão: Lábrea, Apuí, Boca do Acre, Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré, Canutama, Maués, Pauini e Autazes.  

As práticas criminosas ocorrem em 10 municípios do Amazonas (Divulgação/Sema)

O diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, informou que a meta da operação deste ano é reduzir em 5% a taxa de desmatamento e queimadas no comparativo com o ano de 2020. “A meta considera o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Estado do Amazonas (PPCDQ-AM 2020-2022) que estabelece a meta de redução na taxa de desmatamento, até 2022, de 15%”, destacou Valente.  

A operação Integrada Tamoiotatá terá o envolvimento de outros órgãos Federal, Estadual e Municipal. Entres eles estão: o Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam), o Corpo de Bombeiros do Amazonas, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Defesa Civil Estadual, a Polícia Federal, o Exército Brasileiro, o Ibama e os órgão municipais dos municípios.

Ranking de desmatamento

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas é o 3º lugar no ranking de alertas de desmatamento por km², somando 2.955 km² atingidos. O Estado só fica atrás do Pará – 1º lugar – que possui 9.364,00 km² (44,13%) e Mato Grosso – 2º lugar – com 3.469,00 km² (16,35%) de áreas desmatadas.

Ranking do desmatamento dos Estados que mais tiveram área desmatada (Divulgação/Sema)

Em 4º lugar está Rondônia com 2.516,00 m² (11,86%, 5º lugar, o Acre com 1.334,00 m² (6,29%, Maranhão aparece em sétimo lugar com 527,00 m² (2,48%), em penúltimo o Amapá, com 113,00 m² (0,53%) e por último o Tocantins com 49,00 m² (0,23%).



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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais e, atualmente, é diretora executiva da Agência e Revista Cenarium. Há 16 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)