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No Amazonas, UTI aérea transfere para Manaus crianças indígenas encontradas após 27 dias perdidas na floresta

Crianças Mura estão em estado de desnutrição após ficarem 27 dias perdidas na mata, em Manicoré (Divulgação)

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS — As crianças indígenas de 6 e 8 anos encontradas após 27 dias perdidas na floresta, em Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus), foram transferidas nesta quinta-feira, 17, para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, na capital amazonense. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea atuou no resgate dos irmãos da etnia Mura e realizou o translado deles.

Segundo a pasta, a aeronave bimotor, modelo Embraer EMB-110 “Bandeirante”, decolou de Manaus por volta das 8h44 na manhã desta quinta-feira, com uma equipe de saúde composta por um médico, um enfermeiro, além do piloto e copiloto, para iniciarem a operação de translado das crianças. Por volta das 11h, o avião pousou no terminal 2 do Aeroporto Eduardo Gomes.

As crianças chegaram ao hospital, em Manaus, às 11h50 desta quinta-feira, sob forte comoção de funcionários, familiares e curiosos. Abalados, os pais dos irmãos não falaram com a imprensa.

As crianças
Os indígenas Glauco e Gleison, 6 e 8 anos, haviam desaparecido em 18 de fevereiro deste ano, após saírem sozinhos para caçar pássaros na mata fechada da região da Comunidade Indígena Palmeira, na zona rural de Manicoré, onde se perderam. No mesmo dia, as buscas pelos irmãos começaram, mobilizando moradores e curiosos de prontidão para encontrar as crianças.

Uma equipe de Busca e Resgate em Ambiente de Selva do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) partiu de Manaus no domingo, 20, com destino ao município, para atuar no resgate das crianças. As buscas, contudo, não obtiveram sucesso e os meninos foram encontrados nus e em estado de desnutrição por um homem que cortava árvores na floresta.

Glauco e Gleison foram internados no Hospital Regional Hamilton Cidade, em Manicoré, onde receberam os primeiros atendimentos médicos. Os meninos estavam complemente debilitados, desidratados e sem forças para andar.



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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais e, atualmente, é diretora executiva da Agência e Revista Cenarium. Há 16 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)