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Nas redes sociais, mulheres diagnosticadas com câncer de ovário lutam contra doença e conscientizam sobre prevenção

Em estado avançado, pode causar pressão, dor ou inchaço pélvico e/ou abdominal, sangramento vaginal anormal, náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante. (Divulgação)

Gabriella Lira e Marcela Leiros* – Da Revista Cenarium

MANAUS — Considerada uma doença silenciosa, o câncer de ovário é responsável por 3% das neoplasias malignas em mulheres no Brasil, com projeção de 6.650 novos casos por ano, e o dia 8 de maio é marcado mundialmente como uma data para conscientizar sobre os cuidados necessários. Nas redes sociais, mulheres diagnosticadas com a doença usam as ferramentas para alertar outras mulheres sobre a importância de estarem atentas à própria saúde.

É o caso de Anne Carrari, 47, que tem mais de 20 mil seguidores no Instagram. A estudante foi diagnosticada em 2015 em estágio avançado e convive há sete anos com o câncer de ovário metastático. O que a levou a buscar ajuda profissional? Um inchaço abdominal persistente.

“Acredito que a minha missão de vida é compartilhar informação de qualidade para que outras mulheres não precisem passar pelo que eu passei”, conta ela. “Por isso, eu estou aqui para te alertar sobre sinais e sintomas do câncer de ovário, que geralmente são inespecíficos e por isso é tão difícil o diagnóstico. Então a minha dica é: conheça o seu corpo, sentindo qualquer alteração por mais de três semanas, converse com seu ginecologista, investigue, porque informação é poder e câncer de ovário importa”.

Anne Carrari foi diagnosticada com câncer de ovário após perceber um inchaço abdominal persistente (Reprodução/ Instagram)

Já no perfil “Câncer de ovário tem cura“, Kátia Regina também divide a história e as experiências de um processo de remissão do câncer de ovário. No cotidiano, ela mostra os momentos de comemoração, como a retirada do cateter e até mesmo a data de estar um ano sem quimioterapia.

Kátia Regina também compartilha o processo de vencer o câncer de ovário nas redes (Reprodução/ Instagram)

Doença silenciosa

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil, entre 2020 e 2022, o câncer de ovário será o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres, cerca de 16.590 casos, ficando atrás somente do câncer de mama (66.280 casos) e de cólon e reto (20.470 casos).

Em estágio inicial, a doença não manifesta sintomas específicos. Já em estado avançado, pode causar pressão, dor ou inchaço pélvico e/ou abdominal, sangramento vaginal anormal, náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante.

O cirurgião oncológico e voluntário da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc) Manoel Jesus Pinheiro Júnior alerta que, por não apresentar sintomas na fase inicial, a alteração é, geralmente, detectada já na fase avançada, o que dificulta o tratamento.

“A principal arma contra o câncer de ovário é a detecção precoce, que pode ocorrer, por exemplo, durante um check-up anual, indicado para mulheres a partir dos 40 anos, ou, mais cedo, para aquelas que têm histórico na família”, destacou.

O cirurgião oncológico e voluntário da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc) Manoel Jesus Pinheiro Júnior (Divulgação)

O que é o câncer de ovário?

Os ovários são duas glândulas do sistema reprodutor feminino responsáveis pelos hormônios sexuais e produção e armazenamento dos óvulos, consideradas células reprodutivas. Ainda de acordo com Manoel Jesus Júnior, o câncer de ovário pode ocorrer não só no ovário, mas também nas trompas de falópio, responsáveis, no processo da gravidez, por transportar os óvulos até o ovário.

Os principais tipos são: tumores epiteliais, tumores de células germinativas e tumores estromais. Em uma fase intermediária ou avançada, a alteração pode apresentar sintomas como constipação intestinal (prisão de ventre), dores abdominais difusas, problemas ou desconfortos digestivos (dispepsia), aumento no volume abdominal, entre outros.

*Com informações da assessoria.



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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais e, atualmente, é diretora executiva da Agência e Revista Cenarium. Há 16 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)