Paula Litaiff

Na COP27, mulheres indígenas protestam contra Bolsonaro e criticam ‘parentes’ alinhados com governo

Manifestação em Brasília. (Reprodução/ AFP)
Marcela Leiros – Da Revista Cenarium (*)

MANAUS – Um grupo de mulheres indígenas do Brasil fez uma manifestação cultural na COP27, nesta terça-feira, 15, para criticar ‘parentes’ alinhados com Governo Bolsonaro por falarem “positivamente” da gestão do presidente no evento. A REVISTA CENARIUM recebeu o vídeo do manifesto com exclusividade, além de entrevistar a indígena amazonense Vanda Witoto.

O ato aconteceu em torno dos estandes do Brasil e tiveram palavras de protesto contra o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta edição da COP, o País é representado por três estandes: o do governo federal, o Brazil Climate Action Hub – das organizações da sociedade civil –, e o Consórcio da Amazônia Legal.

Reunidas no evento, as mulheres indígenas entoaram um canto no qual um dos trechos diz “quero ver Bolsonaro amarrado no cipó“, em resposta aos discursos de dois indígenas do povo Pareci, do Estado de Mato Grosso.

“Alguns ‘parentes’ têm sido captados para falar pelo governo (Bolsonaro) e isso é muito ruim para nossa luta. A gente está aqui reivindicando direito de proteção territorial e tantas outras reivindicações do nosso povo. É inaceitável a gente concordar com isso nesse momento aqui“, disse Vanda Witoto.

Veja o vídeo:

(Júlia Beatriz/Cenarium)

Witoto acrescentou, ainda, que a participação de mulheres e da juventude indígena na COP27 é essencial, já que são os próprios indígenas que devem ser porta-vozes da luta contra as mudanças climáticas e seus impactos nos territórios tradicionais.

É a minha primeira participação e a gente tem podido contribuir em alguns painéis importantes para pensar estratégia de como mitigar também os impactos climáticos dentro dos nossos territórios, tendo em vista que nós, indígenas, a população negra e periférica, somos os principais afetados pelas mudanças climáticas. E nós contribuímos efetivamente pelo equilíbrio climático“, acrescentou ainda.

*Com informações de Júlia Beatriz, correspondente da REVISTA CENARIUM na COP27.

A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.


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Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)