Paula Litaiff

‘Literatura Caminhante’: projeto que auxilia na formação de leitores já entregou mais de 15 mil livros no AM

O projeto existe há oito anos e tem como objetivo apoiar as bibliotecas públicas e privadas no interior do Amazonas (Divulgação)
Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – No Dia Nacional da Leitura, comemorado nesta quarta-feira, 12, um projeto no Amazonas já distribuiu mais de 15 mil livros, de forma gratuita, no interior do Estado. Voltado para a consolidação da literatura, cultura e arte, o projeto intitulado “Literatura Caminhante” é de responsabilidade da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos – Abeppa e da Academia de Letras, Ciências e Culturas da Amazônia – Alcama.

O projeto existe há oito anos e tem como objetivo apoiar as bibliotecas públicas e privadas do interior do Estado, contribuindo na formação de leitores e escritores por meio de atividades literárias, auxiliando na formação e construção da cidadania e aperfeiçoamento social, como destaca a escritora e integrante do projeto Silvia Grijó.

“Como integrante pontual, asseguro que é um projeto de grande relevância educativa que atua na formação de leitores, atuação efetiva de escritores, com oficinas, rodas de leituras, saraus, seminários e, sobretudo, na entrega gratuita de livros nos interiores do Amazonas, com mais de 15 mil obras doadas”, afirma a escritora.

Material embalado para abastecer bibliotecas no interior do Amazonas (Divulgação)

De acordo com a escritora, mais dez municípios do Estado já foram contemplados com o projeto. Em abril deste ano, por exemplo, a cidade de Urucará (distante 260 quilômetros de Manaus) recebeu 600 novos livros doados por pessoas físicas, jurídicas e escritores amazônicos para ampliar o acervo da biblioteca municipal.

Além de Urucará, Manacapuru, Tefé, Careiro Castanho e Anori são municípios que também receberam a entrega de livros literários. “Em Anori, por exemplo, o projeto foi tão bem recebido que já tivemos, três vezes por lá, auxiliando na ampliação do acervo da biblioteca comunitária. Um trabalho, inclusive, muito bonito que aproxima o escritor dos leitores”, conta Silvia.

O projeto foca na doação de livros de literatura universal, àqueles voltados para a literatura infantil e infantojuvenil, segundo a escritora. “É necessário pontuar que não recebemos ou entregamos livros didáticos, apenas literários novos ou em bom estado de conservação”.

Escritores e voluntários com a bandeira da Abeppa e Alcama em viagem para o interior do AM (Divulgação)

Conforme o presidente e idealizador do projeto, Paulo Queiroz, a meta é realizar a ação educativa e cultural com, pelo menos, cinco ações ao ano, porém, por conta da pandemia e das eleições, o projeto deu uma pausa nas visitas às cidades. Para cada atividade, o grupo reúne, em média, 15 pessoas e entregam, no mínimo, 500 obras.

Dependendo das datas comemorativas do mês, a atividade também inclui entrega de outros produtos, como brinquedos para crianças, no mês de outubro, e brindes para as mamães no mês de maio. Segundo o presidente, assim que retomada as atividades, o projeto deve contemplar os municípios de Codajás e Maués.

Agora, em novembro, iremos, pela primeira vez, a Codajás e fomentar o projeto em uma biblioteca escolar escolhida por eles. Normalmente, temos de 10 a 15 pessoas que se candidatam para participar das entregas. A vaga é limitada devido ao alto custo da logística e são pessoas das mais diversas áreas do conhecimento”, conta Paulo.

Biblioteca Comunitária Chico Freitinha, na cidade de Anori, interior do Amazonas (Divulgação)

As áreas rurais de Manaus e escolas indígenas, assim como a capital, também já fizeram parte da rota do “Literatura Caminhante”. Aos interessados em doar ou participar e conhecer mais o projeto é necessário entrar em contato pelo fone/whats (092) 98200-9908 e 99428-9908 e falar com a coordenadora do projeto e pedagoga, Synthia Melo Queiroz.

A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.


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Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)