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‘Ele ama o Brasil e dedicou a carreira à cobertura da Floresta Amazônica’, diz cunhado de jornalista desaparecido

Na publicação, o cunhado faz um apelo para as autoridades brasileiras encontrarem Phillips o mais rápido possível (Reprodução Twitter/@domphillips)

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – A família do jornalista inglês e colaborador do jornal The Guardian, Dom Phillips, que está desaparecido no Vale do Javari, no interior do Amazonas, comentou nas redes sociais sobre a relação dele com a Floresta Amazônia. Em uma publicação no Twitter, o cunhado Paul Sherwood disse que Phillips ama o Brasil.

Na publicação, o cunhado faz um apelo para as autoridades brasileiras encontrarem Phillips o mais rápido possível. Para Paul Sherwood, o tempo é essencial, neste momento. “Ele ama o Brasil e dedicou sua carreira à cobertura da Floresta Amazônica. Entendemos que o tempo é essencial, então, por favor, encontre nosso Dom o mais rápido possível”, escreveu Paul Sherwood no Twitter.

Na mesma publicação, Sherwood implora para que a Guarda Nacional, a Polícia Federal e todos os poderes sejam enviados para buscas de Phillips. “O irmão da minha parceira Sian, Dom Phillips, desapareceu em uma viagem na Amazônia. Imploramos às autoridades brasileiras que enviem a Guarda Nacional, Polícia Federal e todos os poderes à sua disposição para encontrar nosso querido Dom”, implorou.

Preocupante

Amigos e colegas do jornalista Dom Phillips no The Guardian foram às redes sociais para falar sobre o desaparecimento dele. Em uma publicação, nas redes sociais, o também correspondente do jornal britânico, Tom Phillips, destacou as ameaças sofridas por Dom e disse que o cenário é extremamente preocupante.

“Meu amigo e colega @domphillips desapareceu durante uma reportagem na Amazônia brasileira com um dos principais especialistas indígenas, Bruno Pereira, poucos dias depois de receber ameaças. Extraordinariamente preocupante. Por favor, compartilhe o mais amplamente possível”, escreveu o colega no Twitter.

Além de Tom Phillips, o editor de meio ambiente do jornal, Jonathan Watts, fez um apelo nas redes sociais para que as autoridades brasileiras lancem, de forma urgente, uma operação de busca pelo correspondente inglês e o indigenista.

“Dom Phillips, um excelente jornalista, colaborador regular do @guardião, e grande amigo, está desaparecido no Vale do Javari, no Amazonas, após ameaças de morte a seu companheiro indigenista Bruno Pereira, que também está desaparecido. Apelando às autoridades brasileiras para que lancem, urgentemente, a operação de busca”, publicou no Twitter.

Quem era Dom Phillips?

Veterano no jornalismo internacional, Dom Phillips é natural do condado de Merseyside, região da cidade de Liverpool, no noroeste inglês. Ao longo da carreira como jornalista, Phillips trabalhou para veículos como o Financial Times, New York Times, Washington Post, Bloomberg, Daily Beast, revista de futebol Four Four Two e o jornal de energia Platts, entre outros.

Em 2007, o jornalista se mudou para o Brasil. De acordo com o jornal The Guardian, Dom Phillips está trabalhando em um livro sobre meio ambiente, com apoio da Fundação Alicia Patterson.



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A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff tem especialização em Gestão de Políticas Sociais e, atualmente, é diretora executiva da Agência e Revista Cenarium. Há 16 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Produziu matérias para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)