Paula Litaiff

Com PIB de R$ 3,7 bi, região Norte tem riqueza similar a países europeus como Luxemburgo

Lanchas, balsas e navios terão limite de capacidade. Distanciamento social e higiene precisam ser cumpridos (Ricardo Oliveira/Revista Cenarium)
Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS – O Produto Interno Bruto (PIB) da região Norte do Brasil é equivalente ao do pequeno País europeu de Luxemburgo. No ranking entre as regiões do País, o Norte está em último lugar, com cerca de R$ 387 bilhões. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pelo Brasil Em Mapas nessa quarta-feira, 19.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas. No caso de Luxemburgo, a moeda é o euro.

A região Sudeste do Brasil representa 53% do PIB do Brasil e possui o maior produto interno nominal acima de R$ 3 trilhões de reais (cerca de $ 700 bilhões de dólares correntes), similar ao PIB da Suíça. As regiões Nordeste (R$ 1 trilhão) e Sul (R$ 1,1 trilhão) são comparáveis ao Catar e ao Peru. O Centro-Oeste (R$ 694 bilhões) tem PIB comparável ao Kuwait.

Regiões do Brasil com similar países por PIB (Arte: Guilherme Oliveira/Revista Cenarium)

Na participação em relação ao PIB nacional, a região sudeste lidera com 53,1%. Depois vem a região Sudeste (17,1%), Nordeste (14,3%), Centro-Oeste (9,9%) e Norte (5,5%).

Participação dos Estados

Entre os Estados, São Paulo tem a maior participação, com R$ 2,2 trilhões, seguido do Rio de Janeiro (R$ 758 bilhões) e Minas Gerais (R$ 614 bilhões), Rio Grande do Sul e Paraná acima de R$ 400 bilhões. Acima de R$ 200 bilhões estão Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal.

Com PIB maior que R$ 100 bilhões estão Goiás, Pernambuco, Pará, Ceará, Mato Grosso, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Amazonas. Os onze menores PIBs possuem participação inferiores a R$ 100 bilhões. O menor PIB do País é R$ 13,3 bilhões de Roraima.

Crescimento

Ainda de acordo com o IBGE, o PIB da região Norte foi o que mais cresceu em 2018, com um avanço de 3,4%. O Centro-Oeste (2,2%) e o Sul (2,1%) registraram a segunda e terceira maiores variações de Produto Interno Bruto. O Nordeste cresceu o mesmo que a média brasileira (1,8%), enquanto o Sudeste (1,4%) registrou avanço abaixo da média nacional.

Distribuição do PIB pelo Estados brasileiros (Arte: Guilherme Oliveira/Revista Cenarium)

Entre as 27 unidades federativas, o Amazonas apresentou a maior alta: 5,1%, seguido por Roraima (4,8%) e Mato Grosso (4,3%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o crescimento foi de 1,5% e 1%, respectivamente.

Os dados são das Contas Regionais 2018, publicadas pelo IBGE e elaboradas em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.


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Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)