Paula Litaiff

Ativistas indígenas se reúnem em Atalaia do Norte e protestam por proteção às lideranças das comunidades no AM

Eliziane Paiva – Da Revista Cenarium

MANAUS — Os indígenas do Vale do Javari protestam por justiça às vítimas da violência na manhã desta segunda-feira, 13. A mobilização das comunidades na cidade de Atalaia do Norte, município do Estado do Amazonas, reúne ativistas em apoio e pedidos de proteção às lideranças que lutam junto a instituições indígenas. “Vocês não estão só”, dizia um dos cartazes empunhados.

Em busca de respostas, a marcha pede proteção e aponta o descaso das instituições, que dá margem à ação de criminosos agirem livremente na região. “Justiça já”, reivindicava outro cartaz. “Queremos paz em nossas aldeias”, expressavam em cartazes os manifestantes. Além disso, os indígenas se solidarizaram com as famílias do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, e pedem por respostas pelo desaparecimento da dupla.

Ativistas indígenas se reúnem em Atalaia do Norte para exigir justiça para Dom e Bruno. (Reprodução: Tom Phillips no Twitter)

Até o momento, não há informações oficiais sobre o desaparecimento de Bruno e Dom e a Polícia Federal (PF) nega que os corpos tenham sido encontrados e que uma suposta perícia estaria sendo realizada.

Acompanhe o manifesto

Vídeos da manifestação de lideranças indígenas foram compartilhados nas redes sociais pelo repórter do Estadão Vinícius Valfré. “Muita tristeza e indignação dos povos do Javari com a falta de respostas sobre o desaparecimento de Bruno e Dom. A PF afirma que NÃO são verdadeiras as informações de hoje sobre localização de corpos”, escreveu em seu Twitter.

Muita tristeza e indignação dos povos do Javari com a falta de respostas sobre o desaparecimento de Bruno e Dom.

A PF afirma que NÃO são verdadeiras as informações de hoje sobre localização de corpos. pic.twitter.com/zWRVm36epq— Vinícius Valfré (@viniciusvalfre) June 13, 2022

Indígenas do Vale do Javari fazem protesto por respostas sobre o paradeiro de Bruno e Dom.

Até agora, aqui, não há informações oficiais sobre a possível localização de corpos. Indigenistas que estavam no rio também não confirmam. @Estadao pic.twitter.com/4ZDoKr92iR— Vinícius Valfré (@viniciusvalfre) June 13, 2022

A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.


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Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.

Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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O Site da Paula Litaiff tem como principal finalidade a emissão de opinião sobre diversos temas sociais, políticos e econômicos, levando o leitor à reflexão sobre a importância de se tornar um agente transformador da sociedade.


Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto – e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio extremamente perigoso…

(in Um Sopro de Vida | CLARICE LISPECTOR)