Paula Litaiff

‘As bolsas de pesquisas não podem ser tratadas como esmolas’, diz ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação

Luciana Santos, primeira mulher a assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Divulgação/Agência Brasil)
Ívina Garcia – Da Revista Cenarium

MANAUS – Primeira mulher a ocupar o cargo de ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos ressaltou a importância do investimento em pesquisa e na ciência, durante cerimônia de transferência de cargo realizada na terça-feira, 3, em Brasília (DF).

As bolsas de pesquisas não podem ser tratadas como esmolas, mas como um investimento no futuro do País“, afirmou a ministra, sobre a atualização das bolsas de pesquisa por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O pronunciamento é uma resposta aos cortes orçamentários no Ministério da Educação durante o Governo Bolsonaro, que prejudicaram os repasses para bolsistas e programas de auxílio estudantil.

Luciana Santos ressaltou que a volta dos programas de bolsas de estudo para pesquisa está entre as prioridades do governo (Wesley Sousa / MCTI)

Conforme dados da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Capes e o CNPq perderam, aproximadamente, 51% dos recursos que tinham para financiar pesquisas nos últimos dez anos.

Apenas no começo de 2022, a educação perdeu mais de R$ 800 milhões do orçamento, que ainda chegou a sofrer mais bloqueios ao fim do ano, no valor de R$ 431 milhões. A pasta ainda registrou redução de R$ 1,6 bilhão em junho; R$ 328,5 milhões em outubro e R$ 366 milhões em novembro.

Abraço o compromisso de trabalhar incansavelmente para que Ciência, Tecnologia e Inovação sejam pilar do desenvolvimento nacional“, pontuou a ministra, que firmou compromisso com a inserção de mais jovens na ciência.

A ministra ainda ressaltou que sem a ciência as vacinas não existiriam e parabenizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan pelas ações durante a pandemia da Covid-19. Luciana garantiu o desenvolvimento de um sistema integrado tecnológico da Amazônia, com foco na biotecnologia e na preservação da região.

Sylvio Puga, reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) (Arquivo Cenarium)

O reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Sylvio Mário Puga Ferreira, disse à REVISTA CENARIUM, que a fala de Luciana Santos “renova o sentimento das universidades de elevação do investimento público no financiamento da pesquisa e tecnologia no País“.

Segundo ele, as bolsas são importantes portas de entrada para os acadêmicos. “Nas universidades, o Programa de Iniciação Científica é o primeiro nível de contato dos acadêmicos com professores-pesquisadores, que orientam os primeiros passos da pesquisa científica. Assim, as bolsas formam um ciclo virtuoso, para elevar a produção científica brasileira“, destaca.

A AUTORA

Graduada em Jornalismo, Paula Litaiff é diretora executiva da Revista Cenarium e Agência Amazônia, além de compor a bancada do programa de Rádio/TV “Boa Noite, Amazônia!”. Há 17 anos, atua no Jornalismo de Dados, em Reportagens Investigativas e debate de temas sociais. Escreveu para veículos de comunicação nacional, como Jornal Estado de S. Paulo e Jornal O Globo com pautas sobre Amazônia. Seu trabalho jornalístico contribuiu na produção do documentário Killer Ratings da Netflix.


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Paula Litaiff é Diretora de Redação em

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